Feed on
Posts
Comments

Introdução 

            A globalização e os avanços tecnológicos dos meios de comunicação têm facilitado a interação entre as pessoas no mundo. Entre outros, este é um dos fatores que tem contribuído para o aumento da procura por cursos de idiomas e, entre os idiomas procurados destaca-se o inglês.

Eu já atuo como professora de língua inglesa há vários anos e ao longo do curso de letras comecei a prestar atenção em alguns aspectos relacionados à sala de aula, como minha própria didática, mas principalmente percebi que vários dos meus alunos de níveis intermediários, que supostamente possuem um conhecimento um pouco mais profundo das estruturas gramaticais, lexicais e sintáticas, etc. da língua inglesa, cometiam erros considerados primários tanto na habilidade de produção oral quanto escrita. Tais erros caracterizavam-se principalmente pelo uso de estruturas que não existem em inglês. Diante desta constatação, me interessei em estudar este assunto de forma mais sistemática. Optei por trabalhar com a produção escrita, para isso contei com a colaboração de um grupo de dezesseis alunos de nível VII na escola Projeto Línguas em Goiânia. Todos os alunos se prontificaram a ceder suas composições para serem analisadas, bem como responderam a dois questionários sobre seus processos de produção escrita.

Este projeto foi desenvolvido como parte das atividades da disciplina estágio 4 do curso de letras. Ele teve como objetivo maior verificar se os erros observados acontecem devido à interferência da língua materna na produção escrita de alunos de nível intermediário, classificar essa interferência e desenvolver uma atividade de correção visando a tomada consciência por parte dos alunos sobre os erros. Eu acredito que os alunos serão beneficiados ao final das atividades propostas e serão capazes de produzir composições com menos erros ao tomarem conhecimento daquilo que os fazem errar.

Este trabalho consiste em seis partes. Além da introdução fazem parte deste a fundamentação teórica, metodologia, análise dos dados, considerações finais e referências. A fundamentação teórica mostra o que alguns autores afirmam acerca de aquisição de segunda língua, transferência da língua materna para a segunda língua, bem como algumas sugestões de estratégias que possibilitam a tomada de consciência dos próprios erros bem como sua redução . Na metodologia são apresentadas as atividades desenvolvidas e uma explanação detalhada da sua execução. Na análise de dados, como o próprio nome sugere, são apresentadas a discussão e análise dos dados coletados bem como das respostas aos questionários e, por último as conclusões do estudo. Nas considerações finais são apresentados alguns comentários acerca do estudo. Por último, nas referências estão listados todos os autores com suas respectivas obras, nas quais este estudo foi baseado.

 

In this chapter the author points out the relevance of using strategies for an effective language learning.

“Learning strategies are steps taken by students to enhance their own learning. Strategies are especially important for language learning because they are tools for active, self-directed involvement, which is essential for developing communicative competence.”

Accordingly, if one wants to achieve a high level of linguistic competence, they must take into consideration all the learning strategies available so far. Besides, the learner must define a focus on their learning – what they acquire when they learn a foreign language. Finally, they will be able to guide themselves throughout their language learning process, and become more independent and self-confident users of the target language.

Learning strategies can be divided into direct and indirect. Personal factors affect the choices students make when choosing certain strategies instead of others. The author states that beliefs can be one of them as well as inner characteristics as aptitude, personal background which can dramatically vary according to the age of the learner.

The author mentions different authors to support his ideas. He affirms, in the next part, that independence and autonomy are factors that contribute greatly to effective language learning. He says that a good and successful language learner is concerned for language form and communication regarding functional practice; is aware of his own learning process and is able to use strategies flexibly in accordance with task requirements. Language learners should always monitor their L2 performance and try to learn from their own errors by asking for corrections. They should also be actively involved in learning process. Correspondingly, Freeman (1994) states:

“When someone acquires a new language, that person – to some degree at least – is entering a new culture and adopting a new way of looking at and thinking about the world. As a result, theories of second language acquisition need to encompass a number of factors if they are to account for the process people go through as they learn a new language. Current theories of second language acquisition are based on research from different fields including linguistics, psychology, and neurolinguistics.”

To conclude, the author affirms that thare are various studies about language learning acquisition and that they prove that strategies do help, but, on the other hand, none of the studies have a clear conclusion on what strategy works better, give the large range of factors that may affect the learner.

 

REFERENCES

ELLIS, Rod. The Study of Second Languange Acquisition. Oxford University Press. 1994. p. 529-560

TCC – Pré-Projeto

A INFLUÊNCIA DA L1 NA PRODUÇÃO ESCRITA DE ALUNOS DE NÍVEL INTERMEDIÁRIO DE UMA ESCOLA DE IDIOMAS DE GOIÂNIA

 

INTRODUÇÃO 

 Todo indivíduo em sua natureza busca interagir socialmente, seja dentro do grupo social ao qual pertence ou em outros, com hábitos, costumes, culturas e até mesmo idiomas diferentes. A comunicação acontece de forma efetiva quando um indivíduo é capaz de transmitir e receber mensagens, sejam elas verbais ou não. Este processo exige que o indivíduo seja capaz de realizar basicamente quatro habilidades, que são compreensão oral, leitura, escrita e produção oral.

 

Aprender uma língua estrangeira é sempre um desafio para qualquer pessoa, independente de gênero, classe social, idade e outros fatores que possam de alguma forma interferir neste processo. Eu já atuo como professora de língua inglesa há alguns anos e me chamou a atenção a dificuldade que muitos alunos apresentam em desvincular a língua materna da língua alvo em suas produções tanto orais quanto escritas. De acordo com Cook (1996) essa interferência é até certo ponto comum e pode até ser positiva, mas aos poucos ela deve ser superada ou pelo menos reduzida. Percebi que isto não está acontecendo com os alunos de nível VI desta escola, pelo contrário, em alguns casos essa influência acontece de forma tão severa que acredito que o texto produzido pode não ser compreendido por um indivíduo não falante de português.

 

OBJETIVOS  

Este trabalho tem como objetivo analisar a interferência da língua materna na produção escrita. De modo mais específico, busca-se entender o/s motivo/s pelo/s qual/s os alunos deste nível ainda  produzem textos em língua inglesa que revelam uma grande influência da L1. Busca-se ainda tentar identificar os erros mais recorrentes e posteriormente, com base nas leituras, desenvolver estratégias para tentar, senão sanar, ao menos, minimizar esse problema.

 

METODOLOGIA

Esta pesquisa será realizada em ambiente natural e terá um cunho subjetivo. A interpretação das percepções acerca dados coletados não pode ser descrita através de números, o que classifica esta pesquisa como qualitativa, Silva (2001).

 A Pesquisa será realizada em uma escola de idiomas de Goiânia e  consistirá em várias etapas, sendo a primeira a aplicação de questionários, realização de composições, a segunda, a análise e triangulação dos dados coletados, posteriormente o uso de estratégias para tentar minimizar a influência da língua materna e por último uma análise final e interpretação dos dados.

Serão aplicados dois questionários, um para coleta de dados como hábitos de leitura e estudos bem como seus históricos relativos aos estudos de inglês e outro no qual os alunos relatarão detalhes de seus processos de produção textual.

Os alunos produzirão textos, que serão corrigidos, mas de forma a apenas mostrar onde há um erro e então eles serão devolvidos para que os próprios alunos identifiquem o/s erro/s e tentem fazer as correções. Serão utilizadas estratégia de correção em pares e reescrita com análise e/ou comentários sobre o textos produzidos.

 

CRONOGRAMA

Junho/2010 – Elaboração do projeto

Agosto/2010 – Coleta de dados

Setembro/2010 –  Coleta de dados

Outubro/Novembro/2010 –  Análise e interpretação dos dados e elaboração do relatório  final

Dezembro/2010 – Apresentação do trabalho

 

REFERÊNCIAS  

BROWN, H. D. Teaching by principles. New Jersey: Prentice Hall Regents, 1994.

NUNAN, D. Language teaching methodology: a textbook for teachers. London: Prentice Hall, 1998

UR, P. A course in language teaching: practice and theory. Cambridge: Cambridge University Press, 1996.

COOK, V. Second language and language teaching. 2. ed. London: Arnold, 1996.

ERVIN-TRIPP, S.M. Is second language like the first? TESOL Quarterly, v. 8, n. 2, p. 111-127, 1974.

FIGUEIREDO, F.J.Q.De. Aprendendo com os erros: uma perspectiva comunicativa de ensino de línguas. 2. ed. Goiânia: Editora da UFG, 2002.

INGRAM, D. First language acquisition: method, description and explanation. Cambridge: Cambridge University Press, 1989.

KRASHEN, S.D. Principles and practice in second language acquisition. Oxford: Pergamon Press, 1982.

KRASHEN, S.D. Second language acquisition and second language learning. Oxford: Pergamon Press, 1981.

CLASS PLAN

100minute CLASS PLAN – Group of English V

 

Objective: At the end of the class Ss will be familiarized with some social, political and physical aspects of South Africa and with the World Cup Anthem.

 

 Warmer: 05’ - T writes the words WORLD CUP in cards (one letter per card), spreads them on the floor and asks Ss to put them together in order to for the words. T can give tips. Ss have to stand up and try to form the words until they actually do it

 Pre-reading: 10’ - T brainstorms the previous knowledge Ss may have about the world cup and South Africa. T can write the words on the board.

 While: 25’ – T divides the class into three groups, gives each group the text about South Africa (where the world cup/2010 is taking place) and asks Ss to read the whole text, but each group has to focus their attention on one specific part of it (social, political and physical), and then they have to report the information acquired to the whole group.

 Post-reading: 10’ – T asks Ss things they might remember about the previous world cups

- mascots

- best teams

- best soccer player

- anthem

 Listening: 20’ – T scramble the stanzas of the song Waving Flag Celebration by K’naan and in pairs Ss should put them in order as they listen to the song.

 - T checks if they did it right and gives a feedback.

 Writing: 20’ – T asks Ss if they would like to go to South Africa to watch the games. Supposedly they would, ask them to write a post card describing the places, how things are going, and whether they are enjoying it or not.

 Post- writing: 10’ - Peer correction.

SILENT WAY

  

The Silent Way Method was developed by Caleb Gattegno.  This method is basically students centered. The teacher should speak as little as possible.  He/she should provoke students to speak.

This method relies a lot on the students. The teacher participates mostly as a guide and provokes students to speak intuitively trying to guess what s/he expects them to say. The teacher must use different tools and among them there is a chart divided into many parts, each part is in a different color and each color represents a sound. With the help of the chart the teacher asks students to say sounds or words and then sentences. If what they produce is not correct they are asked to repeat it as many times as  it requires until the right sound/word/sentence come out.  As a result of it students might become anxious and nervous. This, in many cases, can affect students’ confidence and maybe let them confused and, instead of an effective learning can result in frustration and demotivation.

This method may be recommended as a strategy to be used in some cases or situation. It might be effective if combined with another method as it can be too exhaustive to the teacher as well as to the students if applied in a hundred minutes class.

 Eu já atuo como professora há alguns anos e tenho certeza que adquiri uma nova visão de ensino de língua estrangeira e a partir dela me tornei uma professora mais reflexiva sobre minha própria prática pedagógica. Pude desconstruir algumas crenças que tinha, mas pude, principalmente, aprender muito sobre como o processo de aprendizagem de língua estrangeira acontece e perceber a importância do professor e do aluno  nesse processo.  Acredito ter aprendido muito e espero aprender muito mais nos estágios III e IV.

 Todos os autores lidos e discutidos em sala (Yule; Freeman & Freeman; Larsen Freeman; Lightbown & Spada; Moita Lopes) nas aulas do estágio 2, são, sem dúvida importantes e relevantes para a formação de um professor. Os textos que abordam o tema aprendizagem de língua são muito esclarecedores e nos dão uma visão mais ampla e clara de como acontece o processo de aprendizagem da língua materna, bem como de língua estrangeira. Larsen Freeman, porém mostra as diferentes técnicas de ensino de língua estrangeira. Essa leitura é nos possibilita analisar e comparar as diferentes técnicas aplicadas e, quando o fazemos percebemos que não há uma técnica a ser refutada, mas sim que todas elas tem sua importância dependendo do grupo social, da faixa etária e de outros fatores onde a língua é estudada. Mas, o texto que mais me surpreendeu e me levou a uma reflexão mais profunda foi Moita Lopes, com os textos “Yes, nós temos bananas e Paraíba não é Chicago não” e “Eles não aprendem português quanto mais inglês”. O autor nos chama a atenção para a postura de colonizados que muitos professores assumem quando se trata de língua inglesa. Ele mostra uma pesquisa realizada com professores de inglês que mostra claramente a visão que muitos tem quando comparam o povo brasileiro e  povos de língua inglesa. De acordo com a pesquisa a grande maioria dos professores vê o povo brasileiro, e a si próprio, como inferiores em aspectos como educação, disciplina, trabalho, honestidade e outros  “observa-se uma atitude exageradamente positiva e de quase adoração pela cultura de língua inglesa” (p.37). O autor questiona a forma que o ensino de língua inglesa acontece no Brasil, e a real necessidade de se desenvolver as quatro habilidades (compreensão oral, leitura, escrita e fala) que se acredita ser fundamentais para um aprendiz de inglês. Segundo ele, poucas pessoas irão de fato necessitar utilizar essas habilidades em uma situação de uso real da língua. Ele defende então que um ensino com uma abordagem mais instrumental seria mais apropriado à realidade brasileira.

            Em seu segundo texto, “Eles não aprendem português quanto mais inglês”, o autor nos leva a uma reflexão a cerca da realidade do ensino de inglês na escola pública. Ele aí nos leva a pensar sobre os mitos que foram criados a partir da tentativa de justificar o fracasso desse ensino. Daí surgiu a idéia que a criança precisa ter aptidão para aprender língua estrangeira e que para aprendê-la de forma eficaz deve ter bom conhecimento da variedade padrão da sua língua materna “a crença na falta de talento dos alunos para aprender inglês por parte dos professores das escolas públicas se insere perfeitamente no quadro de visão de déficit destes alunos” (p.71). O aluno é visto como um ser carente, carente de talento, de conhecimento cultural e linguistico e por isso o ensino de inglês se torna tão deficitário. O autor finaliza seu texto afirmando ser necessário repensar a atitude em relação ao aluno e a melhor adequação desse ensino ao contexto social no qual realidade brasileira é bem diferente da considerada ideal.

Enquanto professora de língua inglesa me senti diretamente tocada pelos textos de Moita Lopes e me pus a pensar sobre minhas próprias crenças acerca do ensino de língua inglesa. Pessoalmente me interessei muito por este tema, gostaria de ler e pesquisar mais a esse respeito e, se possível, fazer meu trabalho de conclusão de curso sobre mitos e crenças.

Hello world!

Hi Everyone,

Welcome to my Estágio 3 page.

I’m new in this world of web logs, I’m just trying to get used to it!!

Thanks for the visit!

Márcia.